O que representam
os momentos de loucura?
Será que é deitar
na cama ouvindo Nirvana e querer
explicações para
todas as coisas que nunca fizeram sentido?
Armas, drogas e
sexo presentes numa mente perturbada...
O que fazer?
Beber do veneno
que sai das próprias veias e delirar um
horizonte de
sofrimento desesperador, onde as espadas da
liberdade jamais
serão erguidas.
Venha até mim,
pois estou sozinho no corredor que
sempre me leva ao
mesmo lugar... Lugar nenhum!
Só encontro
refúgio nas folhas em branco que sempre
esperam a tradução
da minha agonia cair sobre elas em forma de tinta.
Elas riem de
mim...
Elas sabem de
mim...
Elas me odeiam!
Sentem todos os
meus segredos mórbidos.
Mas nunca
opinam... Por isso eu as amo.
Sou refém das suas
linhas... Suas teias me seduzem.
Esmagaram meus ossos.
Pisaram sem dó em
todo o meu corpo.
e gritar de dor
era a música que mais dava prazer.
Fizeram da minha
alma virgem a junção das
coisas mais
terríveis que se pode sentir.
Uma arma do bem
usada para o mal.
Acabaram com o
pouco de piedade que eu tinha.
Acabaram com a
minha vida.
Me olho no espelho
e vejo
o monstro em que fui transformada.
Tenho pavor do
silêncio!
O silêncio nunca
me acalma, mas só ele me fez ver
a criança que
chora dentro de mim.
Ela é a única
coisa boa que me sobra.
Quanto aos restos
do meu ser...
Os abutres sabem o
que fazer.
Nunca se engane
com meu sorriso.
Ele faz parte do
teatro que atuei a vida inteira
E você pode ser o
próximo telespectador a se iludir.
Posso perseguir
você e deixar suas noites em claro
te mostrando que
nunca consegui me
libertar dos meus medos de criança.
Não me machuque
outra vez
Ou meus fantasmas
vão sussurrar ao seu ouvido
canções de uma
despedida que jamais vou esquecer.
E sendo assim, vou
poder, finalmente,
me despir de você.
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