N° DE VISITAS

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Manifestação Pacífica



Não ouça ninguém!
Não existe confiança real.
Apenas uma crença lançada no escuro;
Um bife atirado aos cães.

Quando você estiver sozinho em casa
Irá perceber que nada está no devido lugar.
O sentido de cada coisa foi e sempre será criado
Pelo mais imbecil dos viventes.
Este controla o restante da tribo.
Tribunal!

E agora?
Como reagir diante de uma multidão de cegos?
Alguns os guiam erroneamente,
Eu tento desviar desses pés que tropeçam em tudo.

E essa chuva de mortes cerebrais?
Humanos engolidos pelos tigres da frustração;
Sugados pelos canos da vaidade;
Esmagados pelas leis da ignorância.

É difícil ver...
Impossível fechar os olhos...
É complicado não ter liberdade pra sonhar...

Perco a razão e me rendo à sensibilidade extrema.
Uso o meu caderno como refúgio.
Rabisco as folhas com o acinzentado que restou da esperança.

Determinadas horas insistem que planejemos a carta de despedida.
Nela poderíamos, com muita pureza, eternizar nossos pensamentos
Sobre cada um que nos fez sofrer em vida.
Mas nem a morte parece querer nos receber em seu manto.

Caímos no ardor eterno de permanecer
Nessa marcha que não sai do lugar.
Dentro dessa caixa
Que mais parece um caixão.