Não ouça
ninguém!
Não existe
confiança real.
Apenas uma
crença lançada no escuro;
Um bife atirado
aos cães.
Quando você
estiver sozinho em casa
Irá perceber
que nada está no devido lugar.
O sentido de
cada coisa foi e sempre será criado
Pelo mais
imbecil dos viventes.
Este controla o
restante da tribo.
Tribunal!
E agora?
Como reagir
diante de uma multidão de cegos?
Alguns os guiam
erroneamente,
Eu tento desviar
desses pés que tropeçam em tudo.
E essa chuva de
mortes cerebrais?
Humanos
engolidos pelos tigres da frustração;
Sugados pelos
canos da vaidade;
Esmagados pelas
leis da ignorância.
É difícil
ver...
Impossível
fechar os olhos...
É complicado
não ter liberdade pra sonhar...
Perco a razão e
me rendo à sensibilidade extrema.
Uso o meu
caderno como refúgio.
Rabisco as
folhas com o acinzentado que restou da esperança.
Determinadas
horas insistem que planejemos a carta de despedida.
Nela
poderíamos, com muita pureza, eternizar nossos pensamentos
Sobre cada um
que nos fez sofrer em vida.
Mas nem a morte
parece querer nos receber em seu manto.
Caímos no ardor
eterno de permanecer
Nessa marcha
que não sai do lugar.
Dentro dessa
caixa
Que mais parece um caixão.

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