Há
quem diga que o “pra sempre” não existe;
E,
curiosamente, o que o nosso amor mais tem é fim.
Mais
por uma questão de amanhecer;
O sol
nasce e a gente começa tudo outra vez.
As pedras
rolam das montanhas mais altas do incerto;
Esmagam
planos e sonhos que juntos contemplamos;
Sempre
foi assim desde o dia em que nossos solos misturaram-se;
Escombros
e escombros se espalharam entre nossas vontades;
Numa
geração que desaprendeu a amar;
E a
enxergar o amor na pureza de onde ele realmente existe.
_E o
mundo está acabando!
_O
mundo acabou!...
Acabou
pra você.
Pois
o meu mundo sou eu quem faz renascer;
As
terras do amor são úmidas e férteis;
O meu
bem, a me esperar, ergueu mais um castelo de areia;
E eu
trilhei o caminho para nele morar.
Você,
que julga minhas pegadas,
É um
ser infeliz...
Sua
mente é como a lua cheia,
Brilhante,
porém, só o que se vê é o que se define.
O
lado negro e oculto não atrai;
E num
imenso vazio,
Deixa
completamente te existir.
A
liberdade que condicionamos ao próximo
É a
mesma que habita nossas mentes.
Triste...
Por
mais que tenha tentado,
As
chaves da sua prisão não me separam do horizonte.
Nunca
precisei da sua concessão para seguir;
O que
é necessário petrificou-se na estrada certa.
E
diante da frustração do seu olhar eu diria:
_Verdadeiros
amores são os ninhos que revigoram as forças;
São
as asas para os mais belos vôos;
São
coragens para as inúmeras tentativas.
...
Durma...
Seus
sonhos adormecem com você.
Os
meus estão a me esperar!
Deixe-me
ir...

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