Quer encontrar-me?
Quer saber onde estou?
Saia, então, do trabalho um pouquinho mais cedo.
Venha caminhando lentamente pelas ruas da vida.
Repare em cada olhar ingênuo que passa.
Foque na grandeza dos edifícios que parecem zombar de você.
E nas calçadas, procure saber o motivo de cada sorriso.
Caso chova, abra os braços e sinta todas as gotas
lamberem seu corpo e purificarem sua alma.
Veja os desejos dos amantes expostos nos becos escuros.
Ao chegar em casa, jogue as tralhas no chão sem culpa.
Vá para o quarto e dispa-se de todas as preocupações.
Tira toda a roupa.
Deixa a brisa que entra pela janela
ser sua segunda pele...
Respira fundo como quem absorve o mundo.
Vá até o espelho.
Presta atenção no reflexo do meu desejo.
Boca, dedos, olhos, músculos, cabelos, pele... Você...
Eu sou sua rua, sou cada olhar, sou cada edifício, sou cada motivo.
Sou, exatamente, cada gota que lambe seu corpo.
Sou seus olhos que lhe olham sem malícia.
Sou tudo que está ao seu redor...
Sou luz...
Sou tudo aquilo que lhe envolve...
Sou pele...
Você é rio de vida.
Mar de toda minha imaginação.
Razão da minha liberdade.
Asa longa e audaz...
Quer encontrar-me?
Quer saber onde estou?...
Estou contigo! Em cada detalhe...
A cada piscar de olhos.
Em todo movimento que fizer...
Todo fragmento de segundo.
E mesmo que, mais tarde,
enterre-me nas areias do esquecimento,
eu lhe amarei!
Serei sempre sua.
Sempre!
Voltarei para casa.
Eu voltarei pra você...
Sempre!
Sempre que chamar...
também amo poesias publico no recanto das letras do uol, meu codinome lá é clepsidra, muito boa a sua, parabéns.Ivonete de Lima, netyluar@ig.com.br
ResponderExcluir